quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Principais sintomas da mediunidade

a) Sintoma clássico: suor excessivo nas mãos e axilas, principalmente nas mãos. 
As mãos ficam molhadas, quase geladas. 
Os pés também podem ficar gelados; a maçã do rosto muito vermelha e quentes; as orelhas ardem. 

b) Depressão psíquica: a pessoa fica totalmente instável, passando de uma grande alegria para uma profunda tristeza sem motivo aparente. 
Fica melancólica e sente uma profunda solidão. 
É como se o mundo todo estivesse voltado contra ela. 
É facilmente irritável e, nessa fase, ela vai ferir com palavras e gestos aqueles de que mais gosta.

c) Alterações no sono: sono profundo ou insônia. 
A insônia é provocada pela aceleração no cérebro devida à vibração. 
Os pensamentos voam de um assunto para outro, incontroláveis, e a pessoa não consegue dormir. 
O sono profundo é devido à perda de ectoplasma, de força vital. 
Há um enfraquecimento geral do organismo e as vibrações da pessoa são reduzidas.

d) Perda de equilíbrio e sensação de desmaio: a perda de equilíbrio é uma sensação muito rápida. 
A pessoa pensa que vai cair e tenta se segurar em alguma coisa, mas a sensação termina antes que ela consiga fazer qualquer gesto. 
É extremamente desagradável. 
A sensação de desmaio normalmente ocorre quando a vibração abandona a pessoa bruscamente. 
Ela fica muito pálida e tem que sentar para não cair. 
Às vezes ocorre sensação de vômito ou de diarréia. 
Um copo de água com bastante açúcar e respiração pela narina direita normalmente bastam para contornar essa situação.

e) Taquicardia: comum em algumas pessoas. 
Há uma súbita alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, fruto do aceleramento provocado pela vibração atuando.


f) Medos e fobias: a pessoa fica com medo de sair sozinha, de se alimentar, de tomar remédios, pois acha que tudo lhe fará mal. 
Às vezes tem medo de dormir sozinha ou com a luz apagada. 
É muito comum, também, uma total insegurança em tudo o que vai fazer.

Todos esses sintomas tendem a desaparecer com a preparação espiritual e o desenvolvimento mediúnico, mas o tempo necessário ao desenvolvimento dependerá muito do grau de mediunidade, do interesse e da preparação espiritual do médium

Fonte:

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Assédio Espiritual e as Personalidades Múltiplas

Hoje falaremos sobre a Síndrome de Personalidade Múltipla (SPM) ou Transtorno Dissociativo de Identidade é a existência de duas ou mais personalidades distintas e separadas numa mesma pessoa, sendo que, cada uma delas apresenta comportamento, atitude e sentimento próprio. O Espiritismo considera alguns casos como provindos de assédios e contamos com obras de estudo, apresentadas a seguir.

O escritor espírita Hermínio C. Miranda, autor do livro Condomínio Espiritual. Ele reuniu nesta obra, algumas raridades bibliográficas escritas por médicos que participaram diretamente da terapia e pesquisa com seu paciente. Também tem outros casos, mais recentes, e também dramáticos, que de tão espetacular, suas histórias foram publicadas em livros, lançados nos EUA, Hermínio C. Miranda reuniu em obra algumas raridades bibliográficas escritas por médicos sendo que, um destes casos virou filme intitulado 'As três faces de Eve'.


Quando o indivíduo apresenta comportamentos diferentes (dois, três ou mais), isto é, age como se fosse portador de várias personalidades, na mesma existência, a Ciência chama ao fato de estados intermediários, personalidades secundárias, "desintegrações", alterações e dissociações da personalidade, fugas, múltiplas personalidades.

Léon Denis, em O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR, assim se expressa quanto aos casos de dupla personalidade:

"Em certos casos, vê-se aparecer em nós um ser muito diferente do ser normal, possuindo não só conhecimentos e aptidões mais extensas que as da personalidade comum, mas, além disso, dotado de modos de percepção mais poderosos e variados. As vezes mesmo, nos fenômenos de segunda personalidade, o caráter se modifica e difere por tal forma do caráter-habitual, que tem havido observadores que se julgaram na presença de um outro indivíduo".

Depois de citar o caso de Félida, estudado pelo Dr. Azam, conclui o notável estudioso do Espiritismo: "Vê-se que não há aí em jogo várias personalidades, mas simplesmente vários estados da mesma consciência".


O caso de Félida, é tradicional. A moça nasceu em Bordéus, em 1843, de pais sadios, mas começou, aos 14 anos, a cair em estados de extrema prostração, após os quais se mostrava outra, completamente diferente. Foi observada e tratada pelo Dr. Azam que relata ser a moça de pele morena, robusta, inteligente, melancólica, discreta, falando pouco, devotada ao trabalho. Tem crises, com violentas dores de cabeça e parece dormir, porque nada a desperta, mas, de repente, levanta-se e se mostra alegre, sorridente, falando muito, cantarolando, jovial e dando-se a passeios. Nesse segundo estado, lembra-se de sua existência normal, mas Félida nada sabe da segunda personalidade ou do que ela faz.

Gabriel Delanne escreve "que não se legitima aqui a presunção de duas individualidades distintas, antes nos parece mais verossímel e racional a manifestação de dois aspectos diferentes da mesma individualidade" - A EVOLUÇÃO ANÍMICA:

O fenômeno se identifica com a possessão, segundo o ensino da Doutrina Espírita; todavia, pelo menos em certos casos, não se poderia atribuir os fatos a. vivência de personalidades passadas, de encarnações pretéritas, quando a Alma, liberta por uma espécie de transe (as personalidades diferentes surgem depois de crises das pessoas predispostas), colocar-se-ia em condições de reviver o que fora, em outras vidas?

As cronicas registram numerosos casos de múltiplas personalidades, quando duas ou mais pessoas "vivem" simultaneamente no mesmo corpo, por períodos curtos ou longos. 

O caso mais impressionante até hoje considerado foi o de Sybil, o termo utilizado por  Hermínio C. Miranda como "condomínio" se deu pela observação de muitas personalidades como o notório caso; Sybil contava com 16 diferentes personalidades, era médium e  sua história foi escrita por Flora Rheta Schreiber, publicado em 1973, se tornou best-seller e já vendeu seis milhões de exemplares. Flora descreve as 16 entidades que se encontravam ao lado de Sybil, sendo 14 femininas e duas masculinas.

Estes casos podem ser melhor observados através da leitura das obras mencionadas, deixamos um deles, Condomínio Espiritual para download aos interessados:
https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CC0QFjAAahUKEwi4u5aT2M7HAhXIj5AKHTooAy8&url=http%3A%2F%2Fwww.kardecian.org%2FDownload%2Fciclos_arquivo_ppt%2FCondominio_Espiritual-SandraB.pptx&ei=o9rhVfjdD8ifwgS60Iz4Ag&usg=AFQjCNGCNNMf75D-iMZBPD__o2DaNxT4iQ&sig2=KGUqBKO52kQm1pC7PsqFZQ

Abraços amigos e ótimo final a todos!
Flávia e Alexandre

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Mude, mas comece devagar

.... porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção os lugares por
onde você passa
Tome outros ônibus. 
Mude por uns tempos o estilo das roupas. 
Dê os teus sapatos velhos. 
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas. 
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. 
Durma no outro lado da cama… depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais…
leia outros livros, viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura. 
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, 
novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado… outra marca de sabonete,
outro creme dental… tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro,
compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses
horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light,
mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo. 
E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas
piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!"
- Edson Marques

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O Cigarro - 3 perguntas para Emmanuel

A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico? Até quando?

Emmanuel - O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo espiritual ceda lugar à normalidade do perispírito, o que, na maioria das vezes, tem a duração correspondente ao tempo em que o hábito perdurou na existência física do fumante.
Quando a vontade do interessado não está suficientemente desenvolvida para arredar de si o costume inconveniente, o tratamento dele, no mundo espiritual, ainda exige cotas diárias de sucedâneos dos cigarros comuns, com ingredientes análogos aos dos cigarros terrestres, cuja administração ao paciente diminui gradativamente, até que ele consiga viver sem qualquer dependência do fumo.

Pesquisas médicas revelam que a dependência física dos fumantes costuma ser mais compulsiva que a dependência orgânica dos viciados em narcóticos. Isto é certo se o enfoque for do plano espiritual para o plano físico?

Emmanuel - Acreditamos que ambos os tipos de dependência se equiparam na feição compulsiva com que se apresenta, cabendo-nos uma observação: é que o fumo prejudica, de modo especial, apenas ao seu consumidor, enquanto os narcóticos de variada natureza são suscetíveis de induzir seus usuários a perigosas alucinações que, por vezes, lhes situam a mente em graves delitos, comprometendo a vida comunitária.

Você teria alcançado condições de desempenho de seu mandato mediúnico, ao longo de décadas de trabalho incessante, se fosse um dependente da nicotina?
Chico Xavier - Creio que não, com referência ao tempo de trabalho, de vez que a ingestão de nicotina agravaria as doenças de que sou portador, mas não quanto a supostas qualidades espirituais para o mandato referido, de vez que considero o "hábito de cultivar pensamentos infelizes" uma condição pior que o uso ou o abuso da nicotina e, sinceramente, do "hábito de cultivar pensamentos infelizes" ainda não me livrei.

FONTE: Entrevista de Fernando Worm, do livro "Janela Para a Vida" (Federação Espírita do Rio Grande do Sul, 1979) e publicada em PLANETA Especial Chico Xavier.

Chico Xavier disse referindo-se ao desejo de parar de fumar: "Este desejo tem que ser firme e valioso, pois na natureza nada se faz com violências e até os vícios tem que ser tratados com respeito e educação, para poderem ser mais facilmente debelados”.


Fonte

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Perispírito

"Existem no homem três coisas:
·        O corpo ou ser material;
·        A alma ou ser imaterial;
·        O laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o espírito". – Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, Introdução, item VI.

 Este princípio intermediário é o que chamamos de perispírito.
 Segundo Kardec, em A Gênese, cap. XIV, item 7, "o perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, (...) é uma condensação desse fluido (fluido cósmico) ao redor de um foco de inteligência ou alma."
 E no item 22, assim o define: “(...) é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual. É por ele que o Espírito encarnado está em contínua relação com os Espíritos; é por ele, enfim, que se cumprem, no homem, fenômenos especiais que não têm a sua causa primeira na matéria tangível, e que, por esta razão, parecem sobrenaturais."
 Já em O Livro dos Médiuns, segunda parte, capítulo I, Allan Kardec afirma que o perispírito "é o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe e através do qual o Espírito transmite a sua vontade ao exterior, agindo sobre os órgãos do corpo."
 Além disto, "o perispírito é o órgão sensitivo do Espírito; é por seu intermédio que o Espírito encarnado tem a percepção das coisas espirituais que escapam aos seus sentidos carnais." - A Gênese, cap. XIV, item 22.
 Jacob Melo, em O Passe cita Gabriel Dellane que assim se expressa: “Alma e perispírito formam um todo indivisível, constituindo, no conjunto, as partes ativa e passiva, as duas faces do princípio pensante. O invólucro é a parte material, a que tem por função reter todos os estados de consciência, de sensibilidade ou de vontade; é o reservatório de todos os conhecimentos, e, como nada se perde na natureza, sendo o invólucro indestrutível, a alma tem memória integral quando se encontra no espaço.”
O perispírito é a ideia diretora, o plano imponderável da estrutura orgânica. É ele que armazena, registra, conserva todas as percepções, todas as volições e ideias da alma. E não somente incrusta na substância todos os estados anímicos determinados pelo mundo exterior, como se constitui a testemunha imutável, o detentor indefectível dos mais fugidios pensamentos, dos sonhos apenas entrevistos e formulados.”
“É, enfim, o guardião fiel, o acervo imperecível do nosso passado. Em sua substância incorruptível, fixaram-se as leis do nosso desenvolvimento, tornando-o, por excelência, o conservador de nossa personalidade, por isso que nele é que reside a memória”.
 Mais à frente, Jacob Melo cita Emmanuel, em Dissertações Mediúnicas:
O ORGANISMO FLUÍDICO, caracterizado por seus elementos imutáveis, é o assimilador das forças protoplásmicas, o mantenedor da aglutinação molecular que organiza as configurações típicas de cada espécie, incorporando-se, átomo a átomo, à matéria do germe e dirigindo-a, segundo a sua natureza particular.”
“(...) É ainda, pois, ao CORPO ESPIRITUAL que se deve a maravilha da memória, misteriosa chapa fotográfica, onde tudo se grava, sem que os menores coloridos das imagens se confundam entre si.”
“É, pois, CORPO ESPIRITUAL a alma fisiológica, assimilando a matéria ao seu molde, à sua estrutura, a fim de materializar-se no mundo palpável”.
 O perispírito e o corpo físico são formados da mesma substância, ou seja, são condensações do fluido cósmico. A diferença se encontra no fato de que no perispírito "a transformação se opera diferentemente, porque o fluido conserva a sua imponderabilidade e as suas qualidades etéreas. O corpo perispiritual e o corpo carnal têm, pois, a sua fonte no mesmo elemento primitivo; um e o outro são da matéria, embora sob dois estados diferentes." - Allan Kardec, em A Gênese, cap. XIV, item 7.
 Continua Kardec, no item 8: "Os Espíritos haurem o seu perispírito no meio onde se encontrem, quer dizer que este envoltório é formado de fluidos ambientes; disso resulta que os elementos constitutivos do perispírito devem variar segundo os mundos.”
 Mais adiante "A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito.”
"(...) Os Espíritos são chamados a viver nesse meio e aí haurem o seu perispírito; mas, segundo o Espírito seja mais ou menos depurado, ele mesmo, seu perispírito se forma das partes mais puras, ou das mais grosseiras, do fluido próprio do mundo onde se encarna.”
"Disto resulta este fato capital, que a constituição íntima do perispírito não é idêntica entre todos os Espíritos, encarnados ou desencarnados, que povoam a Terra ou o espaço circundante."
 Partindo dessas premissas, podemos concluir, no que tange à origem e natureza do Perispírito que:
·        O mesmo sendo matéria é inerte, não pensa.
·        As sensações, as percepções, a inteligência, o pensamento, não são atributos do perispírito, mas sim do Espírito.
·        Que a ideia de forma é inseparável da de Espírito. Não há como conceber uma sem a outra. Assim, o perispírito faz parte integrante do Espírito, evidenciando que em qualquer grau de adiantamento em que se encontre o Espírito, sempre estará revestido de um envoltório, ou perispírito.
·        Que o perispírito forma o corpo semimaterial dos Espíritos, quando no mundo espiritual, e serve de elo, de intermediário, com o corpo físico, quando encarnado.

Propriedades

1) Aparições

 O Espírito pode, por sua vontade, operar uma modificação na constituição íntima do seu perispírito tornando-o visível. Para que isto ocorra é necessário que o Espírito o queira e que os fluidos dele e do médium possuam afinidade. Pode operar ainda uma modificação mais profunda, atraindo a si elementos materiais fazendo-se, então, visível para qualquer encarnado. É o fenômeno comumente chamado dematerialização.
 Ainda dentro da mesma propriedade, um Espírito mais elevado pode ver um outro menos elevado, mas o inferior só poderá enxergar o superior se este assim o desejar.

2) Tangibilidade

 Pode ocorrer uma condensação tal, que ele adquira todas as características de um ser encarnado, podendo ser sentidas a respiração, o calor do corpo, a solidez, etc. De outras vezes, apresenta-se vaporosa e menos nítida.

3) Transfiguração

 O perispírito do encarnado pode às vezes transformar-se, irradiando seus fluidos por sobre a forma material, ocultando-a, mostrando uma aparência diversa ou mesmo a do Espírito comunicante.
 Pode ocorrer em diversos graus de acordo com a maior ou menor pureza do perispírito, o que corresponde à maior ou menor elevação moral do Espírito.

4) Bicorporeidade

 O Espírito encarnado pode, desprendendo-se do seu corpo físico, materializar-se e tornar-se visível e tangível para as outras pessoas.

5) Penetrabilidade

 Nada constitui obstáculo ao perispírito. Ele atravessa qualquer matéria, apesar de muitos Espíritos, por ignorância, não conseguirem fazê-lo por desconhecerem que podem.

6) Emancipação

 Durante qualquer instante de sono, o Espírito pode libertar-se parcialmente do seu corpo, enquanto este repousa. O Espírito permanece ligado à veste carnal pelo cordão fluídico que é o laço que prende o perispírito à matéria e que só é rompido por ocasião da morte.
 Este desprendimento ocorre também nos chamados fenômenos de emancipação da alma, tais como o sonambulismo, a dupla vista, o êxtase, a catalepsia, a letargia, dentre outros.

7) Expansibilidade e Flexibilidade

 O perispírito pode expandir-se, pois não se encontra restrito aos limites do corpo físico podendo irradiar-se e tomar a forma que o Espírito quiser, aquela que mais lhe agrade ou aquela através da qual possa ser reconhecido.

8) Condutor de sensações

 O perispírito serve de canal por onde as sensações recebidas através do corpo físico chegam até o Espírito propriamente dito e retornam deste ao corpo físico, num trânsito contínuo e ininterrupto.

Funções

·        Modelador da forma

"O Espírito, pela sua essência espiritual, é um ser indefinido, abstrato, que não pode ter uma ação direta sobre a matéria, sendo-lhe necessário um intermediário; esse intermediário está no envoltório fluídico que faz, de alguma sorte, parte integrante do Espírito, envoltório semimaterial, quer dizer, tendo da matéria por sua origem e da espiritualidade por sua natureza etérea; (...) esse envoltório, designado sob o nome de perispírito, de um ser abstrato, faz um ser concreto, definido, perceptível pelo pensamento." - Allan Kardec, em A Gênese, cap. XI, item 17.
 Diz Jacob Melo em O Passe, pág. 82 que "por ser o perispírito um corpo fluídico, ao mesmo tempo em que é o mediador entre o Espírito e o corpo, pode sofrer marcas, mutações, lesões mesmo, que só um trabalho igualmente fluídico pode reparar, seja pela ação fluídico-magnética, seja pela mentalização equilibrada, comprova-o o fato de vermos, ouvirmos e sabermos de tantos Espíritos desencarnados que trazem profundas marcas, fortes deformações em seus perispíritos, como decorrência de desvios pretéritos, regeneráveis pela assimilação moral de uma doutrinação cristã, conjugada à terapia do passe, e todo um processo de arrependimento e reforma íntima que, no seguimento, se estabiliza via etapas reencarnatórias corretivas".
 Em Evolução em Dois Mundos, afirma André Luiz no capítulo IV, 2.ª parte:
"As linhas morfológicas das entidades desencarnadas, no conjunto social a que se integram, são comumente aquelas que trouxeram do mundo, a evoluírem, contudo, constantementepara melhor apresentação, toda vez que esse conjunto social se demore em esfera de sentimentos elevados.”
"A forma individual em si obedece ao reflexo mental dominante (...)”
"(...) Se o progresso mental não é positivamente acentuado, mantém a personalidade desencarnada, nos planos inferiores, por tempo indefinível, a plástica que lhe era própria entre os homens. E, nos planos relativamente superiores, sofre processos de metamorfose, mais lentos ou mais rápidos, conforme as suas disposições íntimas.”
"(...) Quanto mais elevado se lhes descortine o degrau de progresso, mais amplo se lhes revela o poder plástico sobre as células que lhes entretecem o instrumento de manifestação. Em alto nível, a Inteligência opera em minutos certas alterações que as entidades de cultura mediana gastam, por vezes, alguns anos a efetuar."
Da mesma forma, o perispírito é o modelador da aparência do corpo físico, de modo que, (...) quando se dá o fenômeno da morfogênese fisiológica, o perispírito do reencarnante, bem como o de sua genitora, influencia diretamente sobre os caracteres genéticos e hereditários do reencarnante, gerando as marcas e detalhes físicos que exteriorizará em vida." - Jacob Melo, em Cure-se e Cure pelos Passes, cap. 5.

·        Órgão sensitivo do Espírito

"O corpo fluídico não é somente um receptáculo de forças; é também o registro vivo em que se imprimem as imagens e lembranças: sensações, impressões e fatos, tudo aí se grava e fixa. Quando são muito fracas as condições de intensidade e duração, as impressões quase não atingem a nossa consciência; nem por isso deixam de ser registradas no perispírito, em que permanecem latentes. O mesmo se dá com os fatos relativos às nossas anteriores existências." - Leon Denis, em No Invisível, primeira parte, item 3.
 Daí depreendemos que o perispírito além de ser a sede da memória, guardando todas as informações relativas a todas as existências do Espírito seja no mundo corporal ou espiritual, é ainda o veículo de todas as sensações trocadas entre o Espírito e o corpo físico. Desta forma, todas as informações exteriores colhidas pelos cinco sentidos corporais, chegam ao Espírito, que as registra, através do perispírito que é o corpo intermediário, sendo recolhidas e armazenadas pelo Espírito sob a forma de aprendizados, experiências e aptidões. Por outro lado, a vontade do Espírito é levada através do perispírito, sob a forma de impulsos energéticos, para o corpo carnal que a executa, como se pode concluir em Obras Póstumas, do Codificador da Doutrina Espírita, no capítulo das Manifestações dos Espíritos.

·        Veículo das Comunicações Mediúnicas e Anímicas

"O perispírito tem participação ímpar nos fenômenos e nas manifestações mediúnicas e anímicas, sendo ele, portanto, o intermediário vital e indispensável da transmissão fluídica por ocasião do passe, da prece em favor dos outros e de nós mesmos, do próprio magnetismo pessoal e do intercâmbio com o chamado "reino dos mortos". - Jacob Melo, em O Passe, cap. 2, item 2.5.5.
 Diante da vontade do desencarnado de comunicar-se com o plano físico através do médium, ou de executar um trabalho de cura através do passe, ele expande os seus fluidos perispiríticos colocando-os em contato com o perispírito do médium ou do magnetizador. Neste contato, é que se processa a transferência de pensamentos, sensações e energias de um para o outro.

Fonte

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Vampirismo Espiritual

1 - Cansaço, baixa imunidade às doenças, falta de equilíbrio e concentração, bem como excesso de irritabilidade podem ser indícios de uma perda energética provocada pelo vampirismo.
Quando a Doutrina Espírita se refere aos vampiros, não fala de seres mitológicos com dentes agudos, adaptados para sugar o sangue das pessoas saudáveis, mas sim, de encarnados e desencarnados, que, desrespeitando as leis de Deus, se munem de sentimentos de vingança contra desafetos do passado, ou mesmo de sentimento oportunista e passam a viver à custa de energia vital de outrem.
Há também aqueles seres que embora tenham deixado o corpo físico, continuam ainda vivendo os prazeres obscuros da carne e dos vícios como o fumo e as drogas, bem como os desregramentos da bebida e do sexo, entre outros e que por se encontrarem impossibilitados de satisfazerem seus prazeres, induzem outras pessoas encarnadas a fazê-lo, e delas captam os fluidos, sentindo-se assim os mesmos prazeres produzidos pelo ato.
2. - Espíritos vampirizadores
O termo vampiro é usado analogamente para definir o ato do espírito que suga intencionalmente as energias do outro, em alusão à figura mítica de Drácula que hipnotizava suas vítimas e lhes sugava o sangue até a morte. No mundo espiritual encontram-se figuras distintas deste ser mas que atuam de forma muito parecida com as artimanhas do conhecido ser das trevas do folclore.
Há espíritos que sugam as energias sutis de seus hospedeiros a ponto de lhes causar sérios danos à saúde física e psicológica, uma vez que, além de lhes enfraquecer as forças, lhes envolvem em formas mentais grosseiras, que os martirizam mentalmente levando-os, às vezes, a casos de loucura. André Luiz chamou este processo de infecção fluídica, tão grave é o dano causado a vítima.
3. - Seres alienados
Ao desencarnar, o homem leva consigo todos os seus vícios e necessidades. Dependendo de sua nova situação no mundo dos espíritos e, principalmente da região onde habita, é muito comum que sinta as mesmas necessidades que tinha quando encarnado. Como não tem meios para desfrutar dos prazeres da vida corpórea, e sem condições de suprimir esta necessidade em sua nova condição na erraticidade, ele busca apoio naqueles encarnados que podem lhe oferecer formas para a satisfação destas vontades.
Temos aí o sugador de forças vitais, que se aproxima de um encarnado que detém as mesmas necessidades que as suas, induzindo-o a prática em excesso dos vícios em comum. Podemos citar os viciados no campo sexual, das drogas, do jogo, e até nas práticas mais comuns do dia a dia, mas que em excesso, oferecem sérios prejuízos, como o caso da alimentação, como mostram os ensinamentos do espírito André Luiz nos livros da Coleção Mundo Espiritual (FEB).
Encarnados se alimentam e bebem em excesso, o fazem por si e por outros espíritos, e quando em comportamento sexual vicioso, expõem sua vida íntima e privada a uma série de experiências no campo sexual.
4. - Os monstros
Narra a literatura espírita que, no plano espiritual, há entidades que pela ignorância e atraso moral, além de subjugar suas vítimas encarnadas e até mesmo desencarnadas, mantêm pela chamada ideoplastia seu perispírito em formas monstruosas. Sentem-se bem sendo temidos e reconhecidos pela forma que se apresentam e, normalmente agem em bandos visando intimidar os outros espíritos que encontram pela frente.
Ambientes terrenos onde impera o vício e a imoralidade são roteiros preferidos destes espíritos, uma vez que lá encontram por afinidade suas presas com maior facilidade. Segundo o Espírito Miramez pela psicografia de João Nunes Maia, na série de livros que trata da Vida Espiritual (Editora Fonte Viva), bem como pelos livros de André Luiz, os matadouros de animais estão repletos destas criaturas que sugam a energia do animal abatido, saciando dos seus instintos ferozes com os fluidos da presa.
Velórios e cemitérios cujos enterros não contam com a proteção fluídica da prece e a presença de espíritos nobres, podem também ficar vulneráveis à presença destas criaturas, que aproveitam para colher os resquícios de fluidos vitais dos recém-desencarnados.
5. - Vítimas do ódio
Espíritos que mantém desavenças enquanto encarnados, também no plano espiritual, continuam nutrindo o mesmo ódio por seus inimigos. Sentindo-se em vantagem, travam forte perseguição a seus desafetos, aproximando-se deles e, muitas vezes, induzindo-os a tomar atitudes que os prejudiquem como a prática de vícios, o excesso físico, além da escravidão psíquica. Os Centros Espíritas tem por função serem abrigos ao viajor que bate à porta em busca do auxílio para os males do corpo físico ou da alma.
Entre os males da alma, é na Casa Espírita que aquele que, sentindo a pressão da cobrança de uma entidade espiritual vingativa, encontra a proteção e o entendimento necessários ao resgate dessa dívida cármica. Em reunião mediúnica privativa, este espírito será lembrado das palavras do Nazareno que ensinou a perdoar o mal que nos fazem, e que esta dívida cármica será sim quitada com a moeda da ação caridosa em favor de alguém e sem espera de recompensas que não seja outra senão a da alegria na prática do bem
Envolvido em uma psicosfera de amor e oração, este cobrador do além sentirá o envolvimento de sentimentos de paz e bondade que o estimulará a desistir do intento de vingança e a compreender que o perdão liberta quem perdoa e não quem é perdoado.
6. - Vampiros encarnados
Não podemos deixar de falar da obsessão dos encarnados aos desencarnados. É o que acontece devido ao apego aos entes queridos. Ao desencarnar o homem passa a habitar um mundo desconhecido do plano físico, porém, há laços afetivos que não se rompem. O pensamento daquele que fica aqui atravessa as barreiras físicas chegando à alma daquele que está do outro lado da existência.
Se o pensamento do encarnado for de inconformismo e desespero, isto poderá causar desequilíbrios ao desencarnado que poderá sentir a necessidade de voltar a viver junto a seus entes queridos; e infelizmente é esta atitude que muitos tomam ao ouvir os chamados incessantes de seus entes queridos encarnados.
Mas a presença do espírito normalmente se torna um problema, pois ele passa a dividir o espaço com os encarnados e a tirar deles, mesmo involuntariamente, seus fluidos vitais e, pela ligação psíquica, podem passar sua insegurança emocional. Assim ambos, encarnados e desencarnados, são prejudicados.
Há também o exercício irresponsável da mediunidade, quando espíritos são praticamente escravizados por médiuns que os usam para a satisfação de prazeres pessoais e a manutenção de sua vaidade medianímica, como ensina André Luiz no livro Nos Domínios da Mediunidade:
“Desencarnados são mais vampirizados que vampirizadores. Fascinados pelas requisições dos médiuns que lhe prestigiam a obra infeliz, seguem-lhes os passos, como aprendizes no encalço dos mentores aos quais se devotam.”
Fala também do futuro destes irmãos envolvidos no processo de simbiose mental: “Na hipótese de não se reajustarem no bem, tão logo desencarnem o dirigente deste grupo e os instrumentos medianímicos que lhe copiam as atitudes, serão eles surpreendidos pelas entidades que escravizaram, a lhes reclamarem orientação e socorro.”
7. - Proteção
A forma de fugir desta influência é seguir as orientações da Espiritualidade que recomenda a vigilância e a mudança de hábitos. Ninguém pode nos forçar a fazer aquilo que não desejamos desde que tenhamos forças para resistir, conforme ensina o saudoso escritor Herculano Pires:
”Vivendo no plano extra-físico, os vampiros agem sobre nós por indução mental e afetiva. Induzem-nos a fazer o que desejam e que não podem fazer por si mesmos. Quanto mais os obedecemos, mais submissos nos tornamos”.
É preciso ter força para ignorar e resistir às más orientações, perdoar seus inimigos. Além de melhorar sua condição espiritual, você ainda convida os seus obsessores a seguirem seus passos em direção ao bem.
Leandro Martins - Revista Espiritismo